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Trajano Vieira

Trajano Vieira, professor e tradutor

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Helena de Eurípides e seu duplo

Helena de Eurípides e seu duplo (2019) – tradução por Trajano Vieira. Editora Perspectiva

 

No Egito, onde permanece durante todo o tempo da guerra entre gregos e troianos, a verdadeira Helena segue esperando fielmente que seu marido, Menelau, venha resgatá-la. Enquanto isso, a Helena de Troia – um espectro criado pelos deuses – arruína a reputação da autêntica que, sem cometer os atos pelos quais é famosa, não consegue evitar a opinião negativa que a sociedade lhe confere.

Com o desaparecimento da falsa Helena,  Menelau finalmente recupera sua esposa,  e a verdadeira Helena engendra um brilhante estratagema que levará o casal de volta para casa  em triunfo. Helena, de Eurípides, e Seu Duplo, que a Perspectiva publica em sua coleção Signos, traz a peça clássica em tradução de Trajano Vieira, autor também do inspirado, e inspirador, ensaio introdutório, além do texto grego, compondo uma edição à altura da extraordinária criação que, ainda hoje, desnorteia os críticos por se recusar a seguir os cânones do que seria um bom drama ateniense. Quer seja entendida como uma tragédia ou como uma tragicomédia romântica, a obra-prima de Eurípides se revela a cada dia mais contemporânea.

 


 

HELENA:
As correntes ninfeias – ei-las! – do rio Nilo
que irriga o campo egípcio em lugar da chuva
de Zeus, tão logo se derrete a neve nívea.
Proteu reinou aqui enquanto esteve vivo,
de Faros, ilha em que morava no Egito.
Com Psamateia se casou, uma das virgens
do mar, depois que ela deixou o leito de Éaco.
Gerou dois olhos neste paço: Teoclimeno,
servo do nume, como diz seu próprio nome,
e Forma Vislumbrante, mimo maternal
quando pequena, que depois da puberdade
passou a ser chamada Teônoe, Lucidiva,
por conhecer o que é divino no presente
e no porvir, prerrogativa que ela herdou
de Nereu, seu antepassado. Minha pátria
é a nada anônima Esparta, onde Tíndaro
gerou-me, embora exista a lenda de que Zeus
voou na direção de Leda, minha mãe,
ao fugir de uma águia, encarnando um cisne.

 

Helena de Eurípides e seu duplo (2019) – tradução e introdução de Trajano Vieira

 

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